A Associação dos Portugueses no Estrangeiro (APE) vai lançar em Outubro uma rádio e um canal online de televisão com programas dirigidos especificamente aos emigrantes. A informação é do secretário-geral da APE, Gabriel Fernandes.
"A rádio e a televisão vão ser lançadas no próximo dia 14 e vão transmitir todo o plenário do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que vai ocorrer em Lisboa em 15, 16 e 17 de outubro", disse Gabriel Fernandes à Agência Lusa.
De acordo com o secretário-geral da APE, esta é "uma idéia antiga" daquela associação, que pretende assim "dar mais visibilidade ao CCP", o órgão de consulta do Governo em matéria de emigração.
"Mais de 90% dos portugueses no estrangeiro não sabem o que é o Conselho das Comunidades", frisou.
Com os estúdios montados no mesmo edifício da sede da APE, no Estoril, a rádio e a televisão online vão transmitir programas de informação e debates de temas que interessam aos portugueses no exterior e podem ser acessados através do site http://www.apeportugal.com/.
A rádio, que já está em fase experimental, terá ainda parcerias com rádios locais e, neste primeiro momento, 12 horas diárias de transmissão.
"Vamos estar em sintonia com a Europa, os Estados Unidos, o Brasil e África. Mas temos de analisar o problema da Austrália para ver que programas vamos transmitir de noite", explicou Gabriel Fernandes.
Os testes realizados na emissão de rádio têm sido positivos, com um "feedback muito bom a nível do som", e a própria televisão já foi testada no congresso que a APE organizou no final de julho, em Santa Maria da Feira.
Criada em janeiro de 2007, a APE é uma associação de defesa dos direitos dos trabalhadores portugueses no exterior com sede em Portugal.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Cabo Verde investido por Angola
Praia, Cabo Verde, 29 Sept – Cape Verde now has a new bank, Banco Africano de Investimentos Cabo Verde (BAI Cabo Verde), a financial institution set up with Angolan and Cape Verdean investment.The shareholders of BAI Cabo Verde, which has starting capital of 90 million euros, are BAI Angola, with a 70 percent stake, Angolan oil company Sonangol, with 19 percent, and Cape Verdean company Sogei, with 10 percent.According to the chairman of the BAI Cabo Verde Executive Commission, David Jasse, over the nest six months, 30 percent of the capital is to be sold to Cape Verdean investors and BAI Angola will keep 51 percent and Sonangol 9 percent.BAI Cabo Verde aims to attain a 15 percent share of the Cape Verdean market within three years.The BAI Group is also present in Brazil, with shares of BPN Brasil, in Sao Tome, with a stake in Banco Internacional de STP, and in Portugal, with BAI Europea.BAi Cabo Verde will open its doors on 1 October and this year plans to open branches in Mindelo and on Sal Island. (macauhub)
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Países que falam português em Paris
O Instituto Camões anunciou que vai ter lugar nos próximos dias 30 e 31 de Outubro de 2008, na Universidade de Paris VIII, um colóquio intitulado "O ensino do Português e das culturas de expressão portuguesa: contributos para um diálogo intercultural".
Organizado pelos Leitores de Português (Instituto Camões) das universidades de Paris III, Paris IV, Paris VIII e pelo responsável da Cátedra Lindley Cintra de Paris X, com a direcção científica da Professora Maria Helena Araújo Carreira, directora do Departamento de Estudos dos Países de Língua Portuguesa da Universidade de Paris VIII, com o apoio do Instituto Camões e da Equipa de Linguística das Línguas Românicas (do Centre de Recherche en Linguistique, Littératures et Civilisations romanes da EA 1570), este colóquio foi pensado no âmbito da Ano europeu do diálogo intercultural.
Pretende-se com este colóquio:
- questionar o contexto multilingue e multicultural da Língua Portuguesa numa perspectiva de diálogo intercultural;
- questionar as áreas de investigação desenvolvidas no domínio da Língua, das Literaturas e das Culturas Lusófonas;
- questionar o ensino da Literatura, da História e da Cultura de expressão portuguesa e o seu papel na promoção do diálogo intercultural;
- questionar o actual ensino da Língua, no contexto universitário francês, para alunos especialistas e não especialistas;
- analisar e avaliar a afirmação de uma identidade lusófona em França;
- apresentar propostas no domínio da interculturalidade, para a definição de uma política linguística e equacionar o seu contributo no contexto educativo.
A equipa organizadora:
Maria Helena Araújo Carreira (Directora do Departamento de Estudos dos Países de
Língua Portuguesa da Universidade de Paris VIII)
Adelaide Cristóvão (Leitora na Universidade de Paris VIII)
José Manuel Esteves (Responsável da Cátedra Lindley Cintra - Paris X)
José Salgado (Leitor na Universidade de Paris IV)
Organizado pelos Leitores de Português (Instituto Camões) das universidades de Paris III, Paris IV, Paris VIII e pelo responsável da Cátedra Lindley Cintra de Paris X, com a direcção científica da Professora Maria Helena Araújo Carreira, directora do Departamento de Estudos dos Países de Língua Portuguesa da Universidade de Paris VIII, com o apoio do Instituto Camões e da Equipa de Linguística das Línguas Românicas (do Centre de Recherche en Linguistique, Littératures et Civilisations romanes da EA 1570), este colóquio foi pensado no âmbito da Ano europeu do diálogo intercultural.
Pretende-se com este colóquio:
- questionar o contexto multilingue e multicultural da Língua Portuguesa numa perspectiva de diálogo intercultural;
- questionar as áreas de investigação desenvolvidas no domínio da Língua, das Literaturas e das Culturas Lusófonas;
- questionar o ensino da Literatura, da História e da Cultura de expressão portuguesa e o seu papel na promoção do diálogo intercultural;
- questionar o actual ensino da Língua, no contexto universitário francês, para alunos especialistas e não especialistas;
- analisar e avaliar a afirmação de uma identidade lusófona em França;
- apresentar propostas no domínio da interculturalidade, para a definição de uma política linguística e equacionar o seu contributo no contexto educativo.
A equipa organizadora:
Maria Helena Araújo Carreira (Directora do Departamento de Estudos dos Países de
Língua Portuguesa da Universidade de Paris VIII)
Adelaide Cristóvão (Leitora na Universidade de Paris VIII)
José Manuel Esteves (Responsável da Cátedra Lindley Cintra - Paris X)
José Salgado (Leitor na Universidade de Paris IV)
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Instituto Camões,
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Votos em Silêncio
A notícia já diz tudo. Fará história pelos piores motivos.
Fim do voto por correspondência aprovado com votos do PS e PCPA alteração da lei eleitoral, que institui o voto presencial dos emigrantes nas legislativas e europeias, foi aprovada com os votos do PS e PCP, a abstenção do Bloco de Esquerda e os votos contra do PSD e do CDS-PP. A troca de acusações entre socialistas e social-democratas marcou o debate que antecedeu a votação da proposta de substituição do voto por correspondência pelo presencial. O deputado do PSD pelo círculo Fora da Europa, José Cesário, acusou os socialistas de "terem medo" do voto dos emigrantes. "Desde 1999 que [o PS] não consegue ganhar umas eleições nas comunidades portuguesas. Pelo contrário, tem sido perfeitamente esmagado nos mais diversos actos eleitorais realizados", acusou o parlamentar. "Confrontado com esta situação o PS não tem escrúpulos. Usa uma das suas únicas iniciativas dirigidas aos portugueses na diáspora nesta legislatura para tentar alterar administrativamente este estado de coisas", referiu José Cesário, acrescentando que o PS espera assim "que a sua pobre sorte mude e passe a ter melhores resultados". José Cesário sublinhou que os emigrantes não votam no PS porque "não acreditam" num partido que acabou com as contas Poupança Emigrante, com os incentivos ao crédito, com o porte pago para o envio de jornais e com quase duas dezenas de consulados. Respondendo às críticas do PSD, o deputado socialista José Lello lembrou que "o próprio PSD" defendeu no seu projecto de lei sobre a participação dos emigrantes nas eleições presidenciais que "não só admitia o voto presencial como regra, como o considerava a todos os títulos o instrumento ideal de expressão da vontade dos eleitores". José Lello, que foi dos autores da proposta socialista, defendeu que o voto por correspondência tem "muitas imperfeições" e pode ser "potencialmente permeável à fraude". "Nas últimas eleições legislativas, a imprensa deu conta do desaparecimento inexplicável de várias centenas de boletins de voto destinados à emigração e perto de uma centena de votos oriundos do Brasil foram enviados para Espanha", justificou. Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, desafiou o PS a apresentar o mapa dos mesas de voto que pretende criar em cada país, um repto que foi aceite de imediato. Do lado do CDS-PP, o deputado Nuno Magalhães criticou fortemente a proposta do PS, salientando o facto de o Governo ter extinguido consulados onde poderiam agora ser constituídas mesas de voto. No PCP, o deputado António Filipe mostrou-se favorável à substituição do voto por carta pelo presencial por considerar que o actual sistema "tem deficiências". Afirmando que o voto por correspondência é "um sistema obsoleto que não garante a democracia nem o direito de participação", António Filipe defendeu que há "toda uma vantagem em adoptar o voto presencial".
Fim do voto por correspondência aprovado com votos do PS e PCPA alteração da lei eleitoral, que institui o voto presencial dos emigrantes nas legislativas e europeias, foi aprovada com os votos do PS e PCP, a abstenção do Bloco de Esquerda e os votos contra do PSD e do CDS-PP. A troca de acusações entre socialistas e social-democratas marcou o debate que antecedeu a votação da proposta de substituição do voto por correspondência pelo presencial. O deputado do PSD pelo círculo Fora da Europa, José Cesário, acusou os socialistas de "terem medo" do voto dos emigrantes. "Desde 1999 que [o PS] não consegue ganhar umas eleições nas comunidades portuguesas. Pelo contrário, tem sido perfeitamente esmagado nos mais diversos actos eleitorais realizados", acusou o parlamentar. "Confrontado com esta situação o PS não tem escrúpulos. Usa uma das suas únicas iniciativas dirigidas aos portugueses na diáspora nesta legislatura para tentar alterar administrativamente este estado de coisas", referiu José Cesário, acrescentando que o PS espera assim "que a sua pobre sorte mude e passe a ter melhores resultados". José Cesário sublinhou que os emigrantes não votam no PS porque "não acreditam" num partido que acabou com as contas Poupança Emigrante, com os incentivos ao crédito, com o porte pago para o envio de jornais e com quase duas dezenas de consulados. Respondendo às críticas do PSD, o deputado socialista José Lello lembrou que "o próprio PSD" defendeu no seu projecto de lei sobre a participação dos emigrantes nas eleições presidenciais que "não só admitia o voto presencial como regra, como o considerava a todos os títulos o instrumento ideal de expressão da vontade dos eleitores". José Lello, que foi dos autores da proposta socialista, defendeu que o voto por correspondência tem "muitas imperfeições" e pode ser "potencialmente permeável à fraude". "Nas últimas eleições legislativas, a imprensa deu conta do desaparecimento inexplicável de várias centenas de boletins de voto destinados à emigração e perto de uma centena de votos oriundos do Brasil foram enviados para Espanha", justificou. Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, desafiou o PS a apresentar o mapa dos mesas de voto que pretende criar em cada país, um repto que foi aceite de imediato. Do lado do CDS-PP, o deputado Nuno Magalhães criticou fortemente a proposta do PS, salientando o facto de o Governo ter extinguido consulados onde poderiam agora ser constituídas mesas de voto. No PCP, o deputado António Filipe mostrou-se favorável à substituição do voto por carta pelo presencial por considerar que o actual sistema "tem deficiências". Afirmando que o voto por correspondência é "um sistema obsoleto que não garante a democracia nem o direito de participação", António Filipe defendeu que há "toda uma vantagem em adoptar o voto presencial".
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