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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Português em Timor demora décadas

http://www.mundolusiada.com.br/CPLP/cplp406_out08.htm

Língua portuguesa ensinada no Haiti

Sexta-feira 03 OUT 08 , O Mundo Lusíada
Língua portuguesa vai passar inglesa no Haiti, diz professor
Por Carla MendesDa Agência Lusa
A língua portuguesa poderá ser ensinada nas escolas do Haiti futuramente e ultrapassar a influência do inglês, disse à Agência Lusa o diretor do Centro de Estudos Brasileiros, José Renato Baptista, que oferece cursos de português em Porto Príncipe, capital do país, a baixo custo.
"Tenho a ousadia de dizer que o povo haitiano não fala francês. O crioulo é muito forte aqui e apenas uma elite fala francês. E vou além: o português vai passar o inglês no Haiti", afirmou Baptista.
Na sua opinião, a participação do Brasil na Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (Minustah) "abre um grande caminho para língua portuguesa" nesta ex-colônia francesa, o primeiro Estado da América Latina a obter a independência e a primeira república liderada por negros no mundo.
"Gostaríamos de ter parcerias neste projeto e Portugal seria um parceiro muito interessante para nós planejarmos a difusão da língua portuguesa no Haiti", frisou Baptista, que está fazendo em Porto Príncipe uma pesquisa para o seu doutorado em antropologia.
O Centro de Estudos Brasileiros oferece aulas de português com duração de uma hora e meia cada, três vezes por semana, a um custo de 1.000 gourdes haitianos (25 dólares) por trimestre, além de cursos de informática e de música.
A instituição tem apenas dois professores: Baptista, que é antropólogo, e a embaixatriz do Brasil no Haiti, Roseana Kipman, uma mulher que enfrentou mais de 10 horas nas estradas destruídas pelos furacões este mês para levar, pessoalmente, alimentos à população de Gonaives, no norte do país, uma das mais atingidas pela tragédia.
Na concepção de Roseana Kipman, o Centro de Estudos vai além dos cursos de português e pretende também irradiar a cultura brasileira.
"Eu tive 40 alunos que não sabiam nada da nossa língua e hoje falam português. É uma coisa emocionante de se ver. Emocionante também foi assistir, em junho, à festa junina que nós promovemos. Havia 20 pares, todos haitianos, a dançar quadrilha", contou a embaixatriz.
A maioria dos estudantes tem baixa renda, mas são privilegiados neste país onde cerca da metade da população é analfabeta. Os alunos vêem no curso uma possibilidade de melhorar o nível de vida.
ChanceUma janela de oportunidade é trabalhar como intérprete no Batalhão Brasileiro (Brabat) no Haiti ou até mesmo conseguir uma bolsa de estudos no Brasil. É o caso de Jean Baptiste Jean Denis, de 26 anos, que trabalha hoje no Brabat como tradutor.
"O português mudou muito a minha vida, muito, muito. Eu quero fazer faculdade no Brasil, quero estudar Relações Exteriores. Quero me preparar e depois ser útil para o meu país. Cada haitiano gosta do seu país e, apesar de tudo, temos orgulho dele", disse o tradutor.
O jovem disse estar disposto também a ir para outros países, como Portugal, para estudar, mas precisa de uma bolsa, já que, com o dinheiro que recebe como intérprete, sustenta outras seis pessoas da família. "Arrume uma bolsa de estudo para mim, no Brasil ou em Portugal. Eu não vou decepcionar", apelou o rapaz.
Nas ruas dos bairros pobres de Porto Príncipe, a vontade e a necessidade de se comunicar com os soldados brasileiros despertam também em algumas crianças o interesse pela língua portuguesa.
"Beleza, beleza", disse um menino de não mais de 10 anos, a correr atrás de um carro de patrulha do Brabat.
Outro garoto, morador da pior favela de Porto Príncipe, Cité Soleil, surpreendeu pela fluência no idioma. "Eu gosto dos militares brasileiros. Eles falam conosco. Quando a gente está com fome, eles nos ajudam. Brasil, Brasil!", exclamou Smith Sarobo.
O adolescente de 14 anos contou que aprendeu a falar português com a ajuda de um sargento brasileiro, que lhe deu um livro, mas não apenas isso. Deu-lhe também atenção e amor.

Português em Moçambique

http://www.instituto-camoes.pt/mocambique/xx-curso-de-literaturas-em-lingua-portuguesa-2.html

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Países que falam português em Paris

O Instituto Camões anunciou que vai ter lugar nos próximos dias 30 e 31 de Outubro de 2008, na Universidade de Paris VIII, um colóquio intitulado "O ensino do Português e das culturas de expressão portuguesa: contributos para um diálogo intercultural".

Organizado pelos Leitores de Português (Instituto Camões) das universidades de Paris III, Paris IV, Paris VIII e pelo responsável da Cátedra Lindley Cintra de Paris X, com a direcção científica da Professora Maria Helena Araújo Carreira, directora do Departamento de Estudos dos Países de Língua Portuguesa da Universidade de Paris VIII, com o apoio do Instituto Camões e da Equipa de Linguística das Línguas Românicas (do Centre de Recherche en Linguistique, Littératures et Civilisations romanes da EA 1570), este colóquio foi pensado no âmbito da Ano europeu do diálogo intercultural.

Pretende-se com este colóquio:
- questionar o contexto multilingue e multicultural da Língua Portuguesa numa perspectiva de diálogo intercultural;
- questionar as áreas de investigação desenvolvidas no domínio da Língua, das Literaturas e das Culturas Lusófonas;
- questionar o ensino da Literatura, da História e da Cultura de expressão portuguesa e o seu papel na promoção do diálogo intercultural;
- questionar o actual ensino da Língua, no contexto universitário francês, para alunos especialistas e não especialistas;
- analisar e avaliar a afirmação de uma identidade lusófona em França;
- apresentar propostas no domínio da interculturalidade, para a definição de uma política linguística e equacionar o seu contributo no contexto educativo.

A equipa organizadora:
Maria Helena Araújo Carreira (Directora do Departamento de Estudos dos Países de
Língua Portuguesa da Universidade de Paris VIII)
Adelaide Cristóvão (Leitora na Universidade de Paris VIII)
José Manuel Esteves (Responsável da Cátedra Lindley Cintra - Paris X)
José Salgado (Leitor na Universidade de Paris IV)

Língua portuguesa ajuda negócios a sair do Brasil

http://www.mundolusiada.com.br/ECONOMIA/econ336_set08.htm

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Estudantes em vários países lusófonos

Eis uma excelente iniciativa. Que sirva de estímulo para outros. A língua portuguesa permite isto e muito mais.
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=23972

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Brasil e Timor estão bem

Estes países entendem-se bem. A língua portuguesa ajuda muito.

http://www.mundolusiada.com.br/CPLP/cplp393_set08.htm

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A língua portuguesa na frente global

AGUALUSA NO PARLAMENTO EUROPEU
O escritor angolano José Eduardo Agualusa é o convidado de honra do eurodeputado José Ribeiro e Castro no debate que este organiza, na próxima semana, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, sob o título "África, Brasil e a Língua Portuguesa". A sessão, marcada para a próxima quinta-feira, 11 de Setembro, pelas 10:00 horas, insere-se no contexto da Semana Africana que o Parlamento Europeu realiza entre 8 e 12 de Setembro, em Bruxelas e conta com o patrocínio do grupo PPE/DE.Recorda-se que Ribeiro e Castro contribuiu para introduzir no debate das instituições europeias sobre o multilinguismo o conceito de Línguas Europeias Globais, de que o português é a terceira em número de falantes a nível mundial, à frente do francês. Nesse mesmo contexto, o deputado democrata-cristão tem defendido persistentemente o conceito "o Português, língua da Europa", procurando salvaguardar e valorizar, no quadro da União Europeia, o estatuto da língua portuguesa enquanto língua de comunicação universal. Depois de um primeiro êxito pontual em 2003, importantes emendas acrescentadas, em 2006, por proposta do deputado democrata-cristão, ao relatório parlamentar sobre "a estratégia europeia no multilinguismo", abriram novas portas nessa direcção, decorrendo, nesta altura, um diálogo político com a Comissão Europeia, que procura alcançar o reconhecimento expresso da mais-valia específica das Línguas Europeias Globais, entre as quais o português.A sessão do próximo dia 11 de Setembro visa aprofundar esse conhecimento no quadro das instituições europeias, pondo em evidência as virtualidades próprias da Língua Portuguesa enquanto língua comum partilhada com o Brasil e vários países de África. Além de José Eduardo Agualusa, participam como oradores convidados Eddy Stols, professor catedrático da Universidade de Lovaina, e Harrie Lemmens, tradutor profissional. O professor Eddy Stols é um apaixonado da cultura luso-brasileira e um profundo conhecedor dos seus traços, enquanto Harrie Lemmens tem divulgado autores de língua portuguesa nos espaços flamengo e holandês.
4-9-2008, 16:45:09Expresso das Ilhas

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Língua a jogar Futebol

O jornal Público de 31 de Agosto de 2008 diz-nos que os emigrantes portugueses ligam-se mais ao país pelo futebol do que pela Língua. Lá fora A Bola é o jornal português mais vendido e as escolas de português têm encerrado. O futebol tem contribuído para democratizar as relações sociais entre emigrantes portugueses de classes diferentes.

Uma coisa é ver, ler e ouvir, outra é falar. Nada como os portugueses emigrados para falar bem de Portugal, ou pelo menos para não deixarem que se fale mal.

Fica mais um alerta: o heroísmo da História de Portugal está a reduzir-se ao futebol, na óptica de muitos filhos dos nossos emigrantes, que mal conhecem o país. Vamos então gerir este facto e, através dele, recuperar o valor genealógico português?

sábado, 19 de julho de 2008

Sobre a Língua Portuguesa

Excelente artigo do angolano Eugénio Costa Almeida, publicado no sítio Portugal em Linha.

Quem deve regular e promover a Língua Portuguesa?

Durante muitos anos a Língua Portuguesa esteve dependente – e será que alguma vez esteve mesmo? – do Instituto Camões (IC), organismo criado pela República Portuguesa sem que os seus parceiros linguísticos dela tivessem qualquer benefício real e consistente.
Em 1989, numa reunião havida em São Luís do Maranhão, Brasil, o presidente brasileiro José Sarney propôs a criação de um Instituto que servisse de base à criação de uma comunidade agregadora dos falantes de Língua Portuguesa.
Só 10 anos depois, durante a VI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que entretanto se havia formado, reunião essa que realizada em São Tomé e Príncipe é que o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) foi criado, tendo sido decidido que a sede seria em Cabo Verde.

Dado que a Língua Portuguesa não é um bem privado mas um enorme ventura pública e o união entre 8 países da Europa à Oceania passando pela América Latina e África, e o elo de união de enormes mosaicos culturais que formam alguns dos países africanos, compreende-se e saúda-se que os políticos tenham tido a visão estratégica de criarem a IIPL.
Todavia, e desde o início que Portugal, apesar de ser um dos 3 países que mantém a quota em dia no IIPL (os dois restantes são Angola e Brasil) sempre se preocupou mais em fazer valer o seu Instituto Camões, sem que, na prática, essa vantagem fosse realmente alicerçada onde estava, salvo o celebrado Prémio Camões, em detrimento de uma maior ajuda à afirmação do IIPL junto dos 8 países da CPLP e junto daqueles países que sempre tiveram ou mantêm significativas colónias migrantes de falantes de Português ou estiveram, em tempos históricos, ligados a Portugal e desejam manter o português como segunda língua ou língua de trabalho.
Também por isso, e porque as disputas entre portugueses e brasileiros pela defesa da “legitimidade” da sua forma de falar, a Língua Portuguesa nunca se consegui impor nos diferentes círculos areópagos internacionais, salvo na OUA por força da capacidade negocial de Angola.
Também porque o IIPL não tem conseguido impor-se como o verdadeiro e estimulante Instituto defensor e promotor da Língua Portuguesa – quando há dois Institutos concorrentes isso é sempre difícil e quando os seus subscritores não pagam quotas, ou mantêm os pagamentos atrasados, mais difícil se torna cumprir com a sua obrigação – o Brasil decidiu criar o seu próprio Instituto de Língua Portuguesa a que chamou de Instituto Machado de Assis que além de defender a Língua Portuguesa terá como obrigação difundir a literatura e a cultura brasileiras, o que, diga-se, deveria também ser a função principal do Instituto Camões, ou seja, defender e divulgar a literatura e cultura portuguesas.
Mas como a disputa da “sua autenticidade” é mais importante que a defesa da Língua Portuguesa, como, de certa forma, comprova o (des)acordo ortográfico celebrado entre os 8 da CPLP mas que tem criado inúmeros anticorpos entre os “auto-puristas” linguísticos dos dois principais países lusófonos, constatamos que a defesa e divulgação da Língua portuguesa continua ao sabor dos interesses políticos de cada um dos dois potentados lusófonos com Angola a ver por onde vai passar o comboio e sem se decidir se apanha algum deles ou se, pelo contrário, se decide por avançar por um TGV com o apoio dos restantes PALOP e de Timor.
E para que o sistema lusófono seja mais complexo e por isso mais complicado de harmonizar, vemos não só a China defender e divulgar a Língua Portuguesa, através de Macau, e dos acordos que vai celebrando com Angola e Moçambique, ou a Guiné-Equatorial querer mudar a sua língua oficial do espanhol para o português, agora temos a Galiza juntar à pretensão história que sempre considerou a sua língua nacional galaico, como génese da Língua Portuguesa, a vontade política de pertencer à CPLP e, por extensão, ao IIPL.
Face a estes contornos político-linguísticos não seria mais importante o Estado português em vez de gastar 30 milhões de euros no IC para promover a Língua Portuguesa gastasse parte desse valor na afirmação do IIPL e a outra parte na promoção da literatura e na harmonização entre os 8 na tradução de livros técnicos importantes para a vida académica e tecnológica?
Assim como assim, deixaria o governo português de gastar fortunas, desde a primária, com o incentivo de estudar o Inglês – parece-me mais que isto se deve a um exorcismo de um político português que não sabe inglês, mas que não o assume, – em detrimento da sua Língua Nacional, como comprovam os resultados dos diferentes exames e como atestam a deficiente capacidade de expressão de muitos alunos universitários e muitos políticos.
Ou como se entende que além do IC o Estado português também esteja a considerar a criação de uma Comissão Interministerial para valorizar o património com "raízes" portuguesas que mais não será que um “adversário” dos actuais Institutos linguísticos?
Até que os políticos e académicos lusófonos se entendam quanto à “autenticidade e pureza” das suas respectivas “Línguas” muito dificilmente o IIPL e a Língua Portuguesa poderão se afirmar no contexto internacional.
Por isso não se surpreende que, ao contrário da França, Inglaterra ou Espanha, em que os técnicos e atletas desportivos que para lá vão trabalhar ao fim de muitos, curtos, meses já falem a Língua local em Portugal, vemos precisamente o contrário. Vêm e vão sem que aprendam o Português!
Uma mera questão de Culturas….
17/Jul/2008