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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Timorenses com dificuldades de língua no Brasil

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=21816&catogory=Timor%20Lorosae

Universidade da Lusofonia - UNILAB

A iniciar actividade em 2010, a UNILAB prevê o intercâmbio com Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, região administrativa especial da China.


A oferta inicial será de 5 mil vagas em quatro áreas: Formação de Professores, Saúde, Gestão e Ciências Agrárias e Florestais.

Redenção, no Ceará, Brasil, foi escolhida para abrigar a UNILAB pelo simbolismo de ter sido o primeiro município brasileiro a abolir a escravatura e para atender à procura de ensino superior na região do Maciço de Baturité, interior do Ceará, esclareceu René Barreira, secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, um dos membros da comissão.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ronaldo de Ouro

Muito admirado dentro e fora da lusofonia, Ronaldo está de parabéns.
Ao receber a Bota de Ouro, e comentando as suas várias quedas aparatosas em campo, comparou-se com o herói mitológico Hércules afirmando que “Ele era forte e musculado mas por vezes caía.” Não é só no Futebol...

Um Festival de sons da lusofonia

Já foi, mas fica a referência para os próximos eventos.
www.sonsdalusofonia.com

Bolsas para cultura lusófona

O Centro Nacional de Cultura abriu concurso para atribuição de bolsas a escritores/investigadores de nacionalidade lusófona.

http://www.cnc.pt/Artigo.aspx?ID=432

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

D. Duarte no 1º Dezembro

Extracto do discurso, deste ano


Continuei este ano a colaborar com vários dos países nossos irmãos, especialmente a Guiné-Bissau, Angola e Timor, mediante programas de desenvolvimento rural e protecção ambiental.
Aproveito para saudar o Primeiro Ministro Xanana Gusmão, actualmente de visita a Portugal, como líder que soube conduzir o heróico Povo timorense na luta pela liberdade e agora o serve com seriedade e competência no caminho do progresso material e espiritual.

Saúdo o alargamento da CPLP esperando que em breve, Marrocos, o Senegal, as Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e os nossos irmãos galegos possam fazer parte dessa comunidade. A Galiza procura afirmar a sua identidade cultural através da sua “fala”, que está na origem do português moderno.
Tive a alegria de levar a minha Família ao país de minha Mãe, trineta do primeiro Imperador, Dom Pedro, para participar nas celebrações dos 200 anos da transferência do Governo e do Rei para o Brasil. Finalmente foi feita justiça ao tão caluniado D. João VI!
A crescente importância económica e política do Brasil no Mundo é um motivo de orgulho e de oportunidade histórica para Portugal. Felicito os nossos governantes por a saberem aproveitar.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Braga Macedo lança livro sobre Lusofonia

CPLP: Países devem promover a Lusofonia Global - Instituto de Investigação Científica Tropical

21 de Novembro de 2008

Lisboa, 21 Nov (Lusa) - O processo de globalização só será realmente entendido e aproveitado pelos países CPLP no caso de a a organização não se fechar e promover a chamada "Lusofonia Global", afirmou o presidente do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT).

"A globalização é a palavra-chave. Mostra que estamos a olhar para uma realidade que nos ultrapassa", referiu Jorge Braga de Macedo, no pré-lançamento da obra "Futuro e História da Lusofonia Global", no Palácio da Independência, em Lisboa.

"Se os oito Estados da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) estiverem a olhar somente uns para os outros, não existirá a Lusofonia global", acrescentou o presidente do IICT.

Braga de Macedo disse, ao explicar o título do livro, que "Lusofonia é uma palavra que às vezes surpreende, pode não ser uma palavra ideal, mas é o que há - são os que falam português ou os que estão numa cultura de língua portuguesa".

Para o responsável da instituição de investigação científica, Portugal estará em melhores condições para aproveitar "a terceira vaga da globalização se o fizer dentro do quadro da CPLP".

"Naturalmente, tem que o fazer no quadro europeu, é fundamental, mas tem também de interagir com a Lusofonia", referiu.

A primeira vaga de globalização aconteceu no século XVI, em que Portugal teve um papel activo, e a segunda no século XIX, indicou o presidente do IICT.

"Portanto, na globalização é preciso dar uma resposta criativa às pressões que vêm de fora. Ser igual, sendo diferente. É isso que os historiadores chamam de diferencialidade. Isso aplica-se a Portugal, ao Brasil, a todos os estados membros da CPLP", disse Braga de Macedo, acrescentando que isso é a Lusofonia global - interagir e entender o processo de globalização no quadro da comunidade lusófona.

O livro, editado pelo IICT e organizado pelo investigador da instituição Miguel Jasmins Rodrigues, é uma colectânea de textos de pesquisadores/historiadores do Instituto de Investigação Científica Tropical sobre o futuro do organismo e assuntos pertinentes à Lusofonia, com prefácio do embaixador Lauro Moreira, da Missão Brasileira Junto à CPLP em Lisboa.

Sobre o conteúdo da obra, Jasmins Rodrigues indicou que a "História é um suporte para o futuro. Não percebemos nada do que pode vir acontecer se não entendermos o que está a acontecer neste momento, debaixo dos nosso olhos. Futuro e História estão naturalmente ligados."

Ao falar sobre a "Lusofonia global", o investigador disse que "tentaria traduzir esse conceito ao pensar nos países que falam português e nas várias comunidades portugueses que estão espalhadas pelo mundo. É uma forma de contactar e viver a realidade.

O livro será lançado oficialmente em Maputo, Moçambique - no âmbito das comemorações dos 125 anos do IICT - durante a Reunião Anual do CGIAR (Consultative Group on International Agricultural), num evento intitulado " Investigação e Desenvolvimento nos Países da CPLP", entre 30 de Novembro e 05 de Dezembro.

O ICCT também criou o Centro de Promoção da Lusofonia Global (CPLG), em Julho de 2008, para dar uma voz lusófona à actual discussão científica global, nomeadamente sobre agricultura, energia e desenvolvimento.

"Muitas vezes o trabalho científico fica um pouco fechado e achamos importante promover a Lusofonia global, nos dois anos em que Portugal preside a CPLP", finalizou Jorge Braga de Macedo.

CSR.

Lusa/Fim

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Lusofonia em Torres Novas

Lusofonia com Encontros em Torres Novas no mês de Novembro

20 de Outubro de 2008, 16:04

Santarém, 20 Out (Lusa) - A cidade de Torres Novas acolhe, de 10 a 15 de Novembro, os Encontros da Lusofonia, no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural e de um trabalho que a autarquia tem desenvolvido com Cabo Verde e Timor.

O presidente da autarquia torrejana, António Rodrigues (PS), disse hoje à agência Lusa que "faz todo o sentido Torres Novas agarrar a lusofonia", não só pela "boa geminação" que tem desenvolvido com o município cabo-verdiano da Ribeira Grande como pelo trabalho que iniciou este ano em Timor-Leste, no apoio à elaboração da legislação do futuro poder local, a convite do Governo daquele país.

Os Encontros da Lusofonia têm ainda na sua base o facto de Torres Novas ser uma das cidades depositárias de uma réplica do Padrão dos Descobrimentos, com que o anterior regime assinalou (em 1960) os 500 anos da morte do Infante D. Henrique.

O monumento é semelhante aos existentes em Díli (Timor), Bissau e Cacheu (Guiné-Bissau), Maputo (Moçambique) e Cidade da Praia (Cabo Verde) e será pretexto para uma sessão de reflexão conjunta sobre a Língua Portuguesa e o próprio Padrão dos Descobrimentos, adiantou.

A réplica de Torres Novas, inicialmente implantada junto ao Castelo, perto da Igreja da Misericórdia, foi transferida pela actual autarquia para junto do Mercado Municipal, local que, para António Rodrigues, permite que mais pessoas o apreciem.

Inserida nas Memórias da História, evento bianual promovido pela autarquia visando a promoção da investigação do passado do concelho, os Encontros da Lusofonia incluem uma série de iniciativas em torno da Língua e da sua divulgação, desde conferências, uma Feira do Livro Lusófono, workshops, concertos e jantares temáticos.

O programa dos Encontros começa dia 10 de Novembro com uma "Oficina dos Mapas", um convite à escrita, desenho e orientação geográfica dirigido aos alunos dos segundo e terceiro ciclos do concelho, que se prolonga pelo dia 11.

São "poemas que sobem montanhas e desaguam em rios. Mapas que se constroem com palavras, com linhas e manchas, com bússolas e uma rosa dos ventos, a partir da geografia pessoal encontrada em páginas de livros de poesia, de literatura de viagens, de diversos autores do mundo lusófono", lê-se no programa.

Dias 12 e 13, os Serviços Educativos da autarquia convidam os alunos do primeiro ciclo para uma Oficina de Vocáculos (G)Astronómicos Cozinhados, escrita e colagem de ingredientes e palavras.

"Uma verdadeira refeição ao vivo na sala de aula para a confecção de uma escrita de alimentos e vocábulos com sabores que vieram por mar. Um laboratório em que se adicionam ingredientes e palavras para inventar e descobrir receitas de uma ilha que não está no mapa. Do dicionário saem termos picantes, amargos ou doces, para juntar num novo prato à nossa mesa", afirma ainda o programa do evento.

Dias 14 e 15 será a vez de um workshop de danças africanas, orientado pela Batoto Yetu, associação sem fins lucrativos que se estabeleceu em 1990 em Nova Iorque e se estendeu a Portugal, destinando-se a jovens descendentes de famílias provenientes de Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e S. Tomé e Princípe.

A associação parte do princípio que a aprendizagem e o envolvimento nas danças, canções e lendas africanas ajuda os seus elementos a identificarem-se com estas culturas e a promovê-las pelo país.

Em Torres Novas, monitores de dança e música desta associação vão ensinar a alunos do terceiro ciclo, secundário e público em geral "o espírito e o rigor dos passos dos ritmos africanos".

António Rodrigues disse à Lusa que a iniciativa Memórias da História, que este ano passou igualmente por uma actividade virada para os idosos e por uma homenagem a cidadãos, entidades e empresas do concelho, encerrará no dia 28 de Novembro com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, em Torres Novas.

MLL.

Lusa/fim

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Países que falam português em Paris

O Instituto Camões anunciou que vai ter lugar nos próximos dias 30 e 31 de Outubro de 2008, na Universidade de Paris VIII, um colóquio intitulado "O ensino do Português e das culturas de expressão portuguesa: contributos para um diálogo intercultural".

Organizado pelos Leitores de Português (Instituto Camões) das universidades de Paris III, Paris IV, Paris VIII e pelo responsável da Cátedra Lindley Cintra de Paris X, com a direcção científica da Professora Maria Helena Araújo Carreira, directora do Departamento de Estudos dos Países de Língua Portuguesa da Universidade de Paris VIII, com o apoio do Instituto Camões e da Equipa de Linguística das Línguas Românicas (do Centre de Recherche en Linguistique, Littératures et Civilisations romanes da EA 1570), este colóquio foi pensado no âmbito da Ano europeu do diálogo intercultural.

Pretende-se com este colóquio:
- questionar o contexto multilingue e multicultural da Língua Portuguesa numa perspectiva de diálogo intercultural;
- questionar as áreas de investigação desenvolvidas no domínio da Língua, das Literaturas e das Culturas Lusófonas;
- questionar o ensino da Literatura, da História e da Cultura de expressão portuguesa e o seu papel na promoção do diálogo intercultural;
- questionar o actual ensino da Língua, no contexto universitário francês, para alunos especialistas e não especialistas;
- analisar e avaliar a afirmação de uma identidade lusófona em França;
- apresentar propostas no domínio da interculturalidade, para a definição de uma política linguística e equacionar o seu contributo no contexto educativo.

A equipa organizadora:
Maria Helena Araújo Carreira (Directora do Departamento de Estudos dos Países de
Língua Portuguesa da Universidade de Paris VIII)
Adelaide Cristóvão (Leitora na Universidade de Paris VIII)
José Manuel Esteves (Responsável da Cátedra Lindley Cintra - Paris X)
José Salgado (Leitor na Universidade de Paris IV)

Língua portuguesa ajuda negócios a sair do Brasil

http://www.mundolusiada.com.br/ECONOMIA/econ336_set08.htm

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Igreja Católica e Lusofonia. Um exemplo.

Igreja Católica dá cada vez mais dinheiro e voluntários para países lusófonos

23-09-2008 por António Marujo
Fonte: Público

Bispos lusófonos reúnem-se a partir de hoje em Macau e debatem apoio ao desenvolvimento
Pelo menos um milhão de euros em projectos concretos de desenvolvimento e um número cada vez maior de pessoas a fazer voluntariado missionário. A Igreja Católica em Portugal apoia, através de três das suas instituições, as suas congéneres lusófonas e, apesar de haver muitos programas à espera de dinheiro, essa ajuda tem crescido nos últimos anos.A Cáritas Portuguesa e a Fundação Evangelização e Culturas (FEC), instituída pela Conferência Episcopal Portuguesa, são as duas instituições que mais projectos apoiam. Mas a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre contribui também sobretudo para a área da formação do clero e de agentes de pastoral. A partir de amanhã, em Macau, representantes dos bispos dos países lusófonos irão conhecer estes dados em pormenor. Para lá do apoio a projectos, a FEC centraliza a informação sobre voluntariado missionário: há uma média de 300 pessoas por ano a dar pelo menos seis meses para colaborar com missões ou organizações não-governamentais católicas."São desde grupos paroquiais até movimentos como os Leigos para o Desenvolvimento", explica ao PÚBLICO Jorge Líbano Monteiro, executivo da FEC. Meia centena de organizações, muitas delas promovidas por jovens, estão inscritas para estas acções, que incluem formação prévia.
Os últimos dados, respeitantes ao final de Junho último, apontavam para, pelo menos, 283 portugueses que este ano partiriam para os outros sete países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Timor-Leste. Zâmbia, Burundi e República Centro-Africana estão também na rota.
A parte de leão cabe a Moçambique, para onde iriam trabalhar 121 voluntários (43 por cento do total). Há mais mulheres (195) que homens (70) e a maior parte (220) é para projectos de curta duração (um a seis meses). Nos que partem este ano, 62 repetem a experiência antes feita. Nos últimos seis anos, 1689 pessoas foram voluntárias missionárias.Os projectos directamente apoiados pela FEC totalizam cerca de 700 mil euros. E abrangem a capacitação de professores, a criação de centros de desenvolvimento educativo e a reabilitação de um mercado (Guiné-Bissau); a promoção da saúde e a criação de um dispensário (Timor); e o apoio á criação de rádios comunitárias e a centros educativos (Angola). Neste último caso, a FEC conta com a parceria e o contributo do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento.No caso da Cáritas, os projectos dos últimos dois anos incluíram uma componente de ajuda de emergência em Angola (epidemia de cólera em Luanda) e Moçambique (vítimas das cheias). Em Luanda, a Cáritas Portuguesa foi mesmo um dos primeiros apoios a chegar.
Mas os projectos visaram também a melhoria de condições de vida para os catadores de lixo em Fortaleza (Brasil) e a construção de cisternas na Guiné-Bissau.No relatório que os bispos lusófonos analisarão em Macau, até domingo, a Cáritas nota, no entanto, que os católicos portugueses têm sido generosos para campanhas de emergência, mas que é necessário sensibilizá-los para um apoio mais sistemático a projectos de desenvolvimento sustentável.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

sábado, 30 de agosto de 2008

Cooperativismo Lusófono

VIII Encontro Cooperativo dos Países de Língua PortuguesaLisboa, 24 e 25 de Outubro de 2008
Após o VII Encontro Cooperativo dos Países de Língua Portuguesa, realizado em Luanda, em Outubro de 2006, está-se a preparar o VIII Encontro, que terá lugar em Lisboa nos próximos dias 24 e 25 de Outubro de 2008.
Este VIII Encontro Cooperativo dos Países de Língua Portuguesa realiza-se conjuntamente com o grande acontecimento cooperativo de nível mundial que é a ICA-EXPO, Feira Mundial das Cooperativas, promovida pela Aliança Cooperativa Internacional entre os dias 23 e 25 de Outubro em Lisboa, no Parque das Nações.
Por este motivo o VIII Encontro da OCPLP vai ter uma importância e uma dimensão significativas, dando a todos os participantes do Encontro a possibilidade de contactarem e estabelecerem relações com cooperativas das diversas regiões do mundo.
A OCPLP está em contacto com a Direcção da ICA - EXPO para assegurar um stand da OCPLP na Feira, com elementos informativos dos associados da OCPLP.
O Secretariado Permanente da OCPLP solicita aos associados da OCPLP:
a manifestação de interesse em participarem no Encontro;
a manifestação de interesse em participarem na ICA-EXPO, Feira Mundial das Cooperativas, como expositores.
Para a melhor organização do VIII Encontro e da feira, agradecemos aos interessados em participar no Encontro e/ou na Feira que manifestem a sua vontade o mais breve possível

quarta-feira, 30 de julho de 2008

China consome matéria-prima lusófona

Angola é já o maior fornecedor de petróleo à China. Mas há mais...
http://www.mundolusiada.com.br/CPLP/cplp372_jul08.htm

sábado, 19 de julho de 2008

Sobre a Língua Portuguesa

Excelente artigo do angolano Eugénio Costa Almeida, publicado no sítio Portugal em Linha.

Quem deve regular e promover a Língua Portuguesa?

Durante muitos anos a Língua Portuguesa esteve dependente – e será que alguma vez esteve mesmo? – do Instituto Camões (IC), organismo criado pela República Portuguesa sem que os seus parceiros linguísticos dela tivessem qualquer benefício real e consistente.
Em 1989, numa reunião havida em São Luís do Maranhão, Brasil, o presidente brasileiro José Sarney propôs a criação de um Instituto que servisse de base à criação de uma comunidade agregadora dos falantes de Língua Portuguesa.
Só 10 anos depois, durante a VI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que entretanto se havia formado, reunião essa que realizada em São Tomé e Príncipe é que o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) foi criado, tendo sido decidido que a sede seria em Cabo Verde.

Dado que a Língua Portuguesa não é um bem privado mas um enorme ventura pública e o união entre 8 países da Europa à Oceania passando pela América Latina e África, e o elo de união de enormes mosaicos culturais que formam alguns dos países africanos, compreende-se e saúda-se que os políticos tenham tido a visão estratégica de criarem a IIPL.
Todavia, e desde o início que Portugal, apesar de ser um dos 3 países que mantém a quota em dia no IIPL (os dois restantes são Angola e Brasil) sempre se preocupou mais em fazer valer o seu Instituto Camões, sem que, na prática, essa vantagem fosse realmente alicerçada onde estava, salvo o celebrado Prémio Camões, em detrimento de uma maior ajuda à afirmação do IIPL junto dos 8 países da CPLP e junto daqueles países que sempre tiveram ou mantêm significativas colónias migrantes de falantes de Português ou estiveram, em tempos históricos, ligados a Portugal e desejam manter o português como segunda língua ou língua de trabalho.
Também por isso, e porque as disputas entre portugueses e brasileiros pela defesa da “legitimidade” da sua forma de falar, a Língua Portuguesa nunca se consegui impor nos diferentes círculos areópagos internacionais, salvo na OUA por força da capacidade negocial de Angola.
Também porque o IIPL não tem conseguido impor-se como o verdadeiro e estimulante Instituto defensor e promotor da Língua Portuguesa – quando há dois Institutos concorrentes isso é sempre difícil e quando os seus subscritores não pagam quotas, ou mantêm os pagamentos atrasados, mais difícil se torna cumprir com a sua obrigação – o Brasil decidiu criar o seu próprio Instituto de Língua Portuguesa a que chamou de Instituto Machado de Assis que além de defender a Língua Portuguesa terá como obrigação difundir a literatura e a cultura brasileiras, o que, diga-se, deveria também ser a função principal do Instituto Camões, ou seja, defender e divulgar a literatura e cultura portuguesas.
Mas como a disputa da “sua autenticidade” é mais importante que a defesa da Língua Portuguesa, como, de certa forma, comprova o (des)acordo ortográfico celebrado entre os 8 da CPLP mas que tem criado inúmeros anticorpos entre os “auto-puristas” linguísticos dos dois principais países lusófonos, constatamos que a defesa e divulgação da Língua portuguesa continua ao sabor dos interesses políticos de cada um dos dois potentados lusófonos com Angola a ver por onde vai passar o comboio e sem se decidir se apanha algum deles ou se, pelo contrário, se decide por avançar por um TGV com o apoio dos restantes PALOP e de Timor.
E para que o sistema lusófono seja mais complexo e por isso mais complicado de harmonizar, vemos não só a China defender e divulgar a Língua Portuguesa, através de Macau, e dos acordos que vai celebrando com Angola e Moçambique, ou a Guiné-Equatorial querer mudar a sua língua oficial do espanhol para o português, agora temos a Galiza juntar à pretensão história que sempre considerou a sua língua nacional galaico, como génese da Língua Portuguesa, a vontade política de pertencer à CPLP e, por extensão, ao IIPL.
Face a estes contornos político-linguísticos não seria mais importante o Estado português em vez de gastar 30 milhões de euros no IC para promover a Língua Portuguesa gastasse parte desse valor na afirmação do IIPL e a outra parte na promoção da literatura e na harmonização entre os 8 na tradução de livros técnicos importantes para a vida académica e tecnológica?
Assim como assim, deixaria o governo português de gastar fortunas, desde a primária, com o incentivo de estudar o Inglês – parece-me mais que isto se deve a um exorcismo de um político português que não sabe inglês, mas que não o assume, – em detrimento da sua Língua Nacional, como comprovam os resultados dos diferentes exames e como atestam a deficiente capacidade de expressão de muitos alunos universitários e muitos políticos.
Ou como se entende que além do IC o Estado português também esteja a considerar a criação de uma Comissão Interministerial para valorizar o património com "raízes" portuguesas que mais não será que um “adversário” dos actuais Institutos linguísticos?
Até que os políticos e académicos lusófonos se entendam quanto à “autenticidade e pureza” das suas respectivas “Línguas” muito dificilmente o IIPL e a Língua Portuguesa poderão se afirmar no contexto internacional.
Por isso não se surpreende que, ao contrário da França, Inglaterra ou Espanha, em que os técnicos e atletas desportivos que para lá vão trabalhar ao fim de muitos, curtos, meses já falem a Língua local em Portugal, vemos precisamente o contrário. Vêm e vão sem que aprendam o Português!
Uma mera questão de Culturas….
17/Jul/2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Os Mares da Lusofonia

Dias 26 e 27 Setembro de 2008, por iniciativa da Comissão “D. Carlos-100 anos”, sob a égide da Fundação D. Manuel II, realiza-se um Congresso subordinado à temática “Os Mares da Lusofonia”. Os oradores, de Jaime Nogueira Pinto a Paulo Teixeira Pinto, e os temas, dos hidrocarbonetos às ligações marítimas, prometem um enriquecimento cultural lusófono de quem participar. No auditório da Gare Marítima de Alcântara.

sexta-feira, 27 de junho de 2008