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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Eleições com sucesso na GB

Do Jornal Digital

O PAIGC obteve uma vitoria histórica com mais de dois terços dos votos, segundo os resultados provisórios apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) em Bissau.
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) terá obtido 67 dos 100 deputados da Assembleia Nacional Popular (ANP), o Partido da Renovação Social (PRS), de Kumba Yalá elegeu 28 deputados, enquanto Partido Republicano para a Independência e o Desenvolvimento (PRID), próximo do presidente Nino Veira, terá obtido apenas três deputados, Aliança Democrática (AD) e o Partido da Nova Democracia (PND), obtiveram ambos um parlamentar resultado da forte acção política no leste do país.

O fraco resultado do PRID poderá ser interpretado também uma forma de sancionar a politica presidencial.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Votos em Silêncio

A notícia já diz tudo. Fará história pelos piores motivos.

Fim do voto por correspondência aprovado com votos do PS e PCPA alteração da lei eleitoral, que institui o voto presencial dos emigrantes nas legislativas e europeias, foi aprovada com os votos do PS e PCP, a abstenção do Bloco de Esquerda e os votos contra do PSD e do CDS-PP. A troca de acusações entre socialistas e social-democratas marcou o debate que antecedeu a votação da proposta de substituição do voto por correspondência pelo presencial. O deputado do PSD pelo círculo Fora da Europa, José Cesário, acusou os socialistas de "terem medo" do voto dos emigrantes. "Desde 1999 que [o PS] não consegue ganhar umas eleições nas comunidades portuguesas. Pelo contrário, tem sido perfeitamente esmagado nos mais diversos actos eleitorais realizados", acusou o parlamentar. "Confrontado com esta situação o PS não tem escrúpulos. Usa uma das suas únicas iniciativas dirigidas aos portugueses na diáspora nesta legislatura para tentar alterar administrativamente este estado de coisas", referiu José Cesário, acrescentando que o PS espera assim "que a sua pobre sorte mude e passe a ter melhores resultados". José Cesário sublinhou que os emigrantes não votam no PS porque "não acreditam" num partido que acabou com as contas Poupança Emigrante, com os incentivos ao crédito, com o porte pago para o envio de jornais e com quase duas dezenas de consulados. Respondendo às críticas do PSD, o deputado socialista José Lello lembrou que "o próprio PSD" defendeu no seu projecto de lei sobre a participação dos emigrantes nas eleições presidenciais que "não só admitia o voto presencial como regra, como o considerava a todos os títulos o instrumento ideal de expressão da vontade dos eleitores". José Lello, que foi dos autores da proposta socialista, defendeu que o voto por correspondência tem "muitas imperfeições" e pode ser "potencialmente permeável à fraude". "Nas últimas eleições legislativas, a imprensa deu conta do desaparecimento inexplicável de várias centenas de boletins de voto destinados à emigração e perto de uma centena de votos oriundos do Brasil foram enviados para Espanha", justificou. Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, desafiou o PS a apresentar o mapa dos mesas de voto que pretende criar em cada país, um repto que foi aceite de imediato. Do lado do CDS-PP, o deputado Nuno Magalhães criticou fortemente a proposta do PS, salientando o facto de o Governo ter extinguido consulados onde poderiam agora ser constituídas mesas de voto. No PCP, o deputado António Filipe mostrou-se favorável à substituição do voto por carta pelo presencial por considerar que o actual sistema "tem deficiências". Afirmando que o voto por correspondência é "um sistema obsoleto que não garante a democracia nem o direito de participação", António Filipe defendeu que há "toda uma vantagem em adoptar o voto presencial".

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Angola - a Democracia é do Chefe e 'mai nada'

Angola
Jornalistas portugueses sem visto para cobrir eleições - 4-Sep-2008 - 21:46 Vários órgãos de comunicação social portugueses estão impedidos de acompanhar no terreno as eleições angolanas marcadas para amanhã. A SIC, aliás, como todo o grupo Impresa, e a Rádio Renascença (RR) não obtiveram visto junto da embaixada para poderem deslocar-se em trabalho para aquele país. “A SIC lamenta profundamente que o governo angolano tenha impedido os nossos jornalistas de fazerem cobertura destas eleições”, refere a estação. “No caso da Renascença não houve, até agora, uma recusa formal do visto de entrada”, afirma em comunicado. “Simplesmente, depois de estarem reunidas todas as condições exigidas, o visto nunca foi concedido. Situação que dura há quase um mês”. Também o jornal Público não conseguiu semelhante autorização. A RR diz que “não é normal” que o “Estado Angolano recuse a entrada de alguns dos principais meios de comunicação social portugueses”. A Renascença refere ainda que “a liberdade de Informação é, em qualquer parte do Mundo, vital para as democracias. Só os Estados com vocação totalitária usam e abusam do seu poder para condicionar e manter à distância a Informação que, porventura, consideram demasiadamente independente e rigorosa; e por isso incómoda”. O comunicado da SIC, que foi lido nos seus noticiários, vai ainda um pouco mais longe: ”A proibição, que se estende a todos os órgãos do grupo Impresa, revela que o governo de Angola ainda não convive de uma forma saudável com a liberdade de imprensa e patrocina decisões que põem em causa a credibilidade do próprio actor eleitoral”. O motivo para a eventual desavença com a estação de Carnaxide parece dever-se à cobertura feita à conferência “Fazer a Diferença”, que contou com Bog Geldolf, e na qual este teceu duras críticas aos governantes daquele país. Já a Renascença diz que não encontra motivo objectivo e claro para este entrave. O problema com o jornal Público já vem detrás, tem anos. De qualquer forma, tanto a Renascença como a SIC comprometem-se a acompanhar a situação de Angola com “o rigor e a independência de sempre”, segundo pode ler-se no comunicado da Renascença. “A SIC tudo fará para informar os seus espectadores de tudo o que se passar nestas eleições”, é dito. A agência Reuters fez ontem notícia com esta matéria. Esta agência tem dois correspondentes no local.