A notícia já diz tudo. Fará história pelos piores motivos.
Fim do voto por correspondência aprovado com votos do PS e PCPA alteração da lei eleitoral, que institui o voto presencial dos emigrantes nas legislativas e europeias, foi aprovada com os votos do PS e PCP, a abstenção do Bloco de Esquerda e os votos contra do PSD e do CDS-PP. A troca de acusações entre socialistas e social-democratas marcou o debate que antecedeu a votação da proposta de substituição do voto por correspondência pelo presencial. O deputado do PSD pelo círculo Fora da Europa, José Cesário, acusou os socialistas de "terem medo" do voto dos emigrantes. "Desde 1999 que [o PS] não consegue ganhar umas eleições nas comunidades portuguesas. Pelo contrário, tem sido perfeitamente esmagado nos mais diversos actos eleitorais realizados", acusou o parlamentar. "Confrontado com esta situação o PS não tem escrúpulos. Usa uma das suas únicas iniciativas dirigidas aos portugueses na diáspora nesta legislatura para tentar alterar administrativamente este estado de coisas", referiu José Cesário, acrescentando que o PS espera assim "que a sua pobre sorte mude e passe a ter melhores resultados". José Cesário sublinhou que os emigrantes não votam no PS porque "não acreditam" num partido que acabou com as contas Poupança Emigrante, com os incentivos ao crédito, com o porte pago para o envio de jornais e com quase duas dezenas de consulados. Respondendo às críticas do PSD, o deputado socialista José Lello lembrou que "o próprio PSD" defendeu no seu projecto de lei sobre a participação dos emigrantes nas eleições presidenciais que "não só admitia o voto presencial como regra, como o considerava a todos os títulos o instrumento ideal de expressão da vontade dos eleitores". José Lello, que foi dos autores da proposta socialista, defendeu que o voto por correspondência tem "muitas imperfeições" e pode ser "potencialmente permeável à fraude". "Nas últimas eleições legislativas, a imprensa deu conta do desaparecimento inexplicável de várias centenas de boletins de voto destinados à emigração e perto de uma centena de votos oriundos do Brasil foram enviados para Espanha", justificou. Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, desafiou o PS a apresentar o mapa dos mesas de voto que pretende criar em cada país, um repto que foi aceite de imediato. Do lado do CDS-PP, o deputado Nuno Magalhães criticou fortemente a proposta do PS, salientando o facto de o Governo ter extinguido consulados onde poderiam agora ser constituídas mesas de voto. No PCP, o deputado António Filipe mostrou-se favorável à substituição do voto por carta pelo presencial por considerar que o actual sistema "tem deficiências". Afirmando que o voto por correspondência é "um sistema obsoleto que não garante a democracia nem o direito de participação", António Filipe defendeu que há "toda uma vantagem em adoptar o voto presencial".
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Igreja Católica e Lusofonia. Um exemplo.
Igreja Católica dá cada vez mais dinheiro e voluntários para países lusófonos
23-09-2008 por António Marujo
Fonte: Público
Bispos lusófonos reúnem-se a partir de hoje em Macau e debatem apoio ao desenvolvimento
Pelo menos um milhão de euros em projectos concretos de desenvolvimento e um número cada vez maior de pessoas a fazer voluntariado missionário. A Igreja Católica em Portugal apoia, através de três das suas instituições, as suas congéneres lusófonas e, apesar de haver muitos programas à espera de dinheiro, essa ajuda tem crescido nos últimos anos.A Cáritas Portuguesa e a Fundação Evangelização e Culturas (FEC), instituída pela Conferência Episcopal Portuguesa, são as duas instituições que mais projectos apoiam. Mas a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre contribui também sobretudo para a área da formação do clero e de agentes de pastoral. A partir de amanhã, em Macau, representantes dos bispos dos países lusófonos irão conhecer estes dados em pormenor. Para lá do apoio a projectos, a FEC centraliza a informação sobre voluntariado missionário: há uma média de 300 pessoas por ano a dar pelo menos seis meses para colaborar com missões ou organizações não-governamentais católicas."São desde grupos paroquiais até movimentos como os Leigos para o Desenvolvimento", explica ao PÚBLICO Jorge Líbano Monteiro, executivo da FEC. Meia centena de organizações, muitas delas promovidas por jovens, estão inscritas para estas acções, que incluem formação prévia.
Os últimos dados, respeitantes ao final de Junho último, apontavam para, pelo menos, 283 portugueses que este ano partiriam para os outros sete países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Timor-Leste. Zâmbia, Burundi e República Centro-Africana estão também na rota.
A parte de leão cabe a Moçambique, para onde iriam trabalhar 121 voluntários (43 por cento do total). Há mais mulheres (195) que homens (70) e a maior parte (220) é para projectos de curta duração (um a seis meses). Nos que partem este ano, 62 repetem a experiência antes feita. Nos últimos seis anos, 1689 pessoas foram voluntárias missionárias.Os projectos directamente apoiados pela FEC totalizam cerca de 700 mil euros. E abrangem a capacitação de professores, a criação de centros de desenvolvimento educativo e a reabilitação de um mercado (Guiné-Bissau); a promoção da saúde e a criação de um dispensário (Timor); e o apoio á criação de rádios comunitárias e a centros educativos (Angola). Neste último caso, a FEC conta com a parceria e o contributo do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento.No caso da Cáritas, os projectos dos últimos dois anos incluíram uma componente de ajuda de emergência em Angola (epidemia de cólera em Luanda) e Moçambique (vítimas das cheias). Em Luanda, a Cáritas Portuguesa foi mesmo um dos primeiros apoios a chegar.
Mas os projectos visaram também a melhoria de condições de vida para os catadores de lixo em Fortaleza (Brasil) e a construção de cisternas na Guiné-Bissau.No relatório que os bispos lusófonos analisarão em Macau, até domingo, a Cáritas nota, no entanto, que os católicos portugueses têm sido generosos para campanhas de emergência, mas que é necessário sensibilizá-los para um apoio mais sistemático a projectos de desenvolvimento sustentável.
23-09-2008 por António Marujo
Fonte: Público
Bispos lusófonos reúnem-se a partir de hoje em Macau e debatem apoio ao desenvolvimento
Pelo menos um milhão de euros em projectos concretos de desenvolvimento e um número cada vez maior de pessoas a fazer voluntariado missionário. A Igreja Católica em Portugal apoia, através de três das suas instituições, as suas congéneres lusófonas e, apesar de haver muitos programas à espera de dinheiro, essa ajuda tem crescido nos últimos anos.A Cáritas Portuguesa e a Fundação Evangelização e Culturas (FEC), instituída pela Conferência Episcopal Portuguesa, são as duas instituições que mais projectos apoiam. Mas a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre contribui também sobretudo para a área da formação do clero e de agentes de pastoral. A partir de amanhã, em Macau, representantes dos bispos dos países lusófonos irão conhecer estes dados em pormenor. Para lá do apoio a projectos, a FEC centraliza a informação sobre voluntariado missionário: há uma média de 300 pessoas por ano a dar pelo menos seis meses para colaborar com missões ou organizações não-governamentais católicas."São desde grupos paroquiais até movimentos como os Leigos para o Desenvolvimento", explica ao PÚBLICO Jorge Líbano Monteiro, executivo da FEC. Meia centena de organizações, muitas delas promovidas por jovens, estão inscritas para estas acções, que incluem formação prévia.
Os últimos dados, respeitantes ao final de Junho último, apontavam para, pelo menos, 283 portugueses que este ano partiriam para os outros sete países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Timor-Leste. Zâmbia, Burundi e República Centro-Africana estão também na rota.
A parte de leão cabe a Moçambique, para onde iriam trabalhar 121 voluntários (43 por cento do total). Há mais mulheres (195) que homens (70) e a maior parte (220) é para projectos de curta duração (um a seis meses). Nos que partem este ano, 62 repetem a experiência antes feita. Nos últimos seis anos, 1689 pessoas foram voluntárias missionárias.Os projectos directamente apoiados pela FEC totalizam cerca de 700 mil euros. E abrangem a capacitação de professores, a criação de centros de desenvolvimento educativo e a reabilitação de um mercado (Guiné-Bissau); a promoção da saúde e a criação de um dispensário (Timor); e o apoio á criação de rádios comunitárias e a centros educativos (Angola). Neste último caso, a FEC conta com a parceria e o contributo do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento.No caso da Cáritas, os projectos dos últimos dois anos incluíram uma componente de ajuda de emergência em Angola (epidemia de cólera em Luanda) e Moçambique (vítimas das cheias). Em Luanda, a Cáritas Portuguesa foi mesmo um dos primeiros apoios a chegar.
Mas os projectos visaram também a melhoria de condições de vida para os catadores de lixo em Fortaleza (Brasil) e a construção de cisternas na Guiné-Bissau.No relatório que os bispos lusófonos analisarão em Macau, até domingo, a Cáritas nota, no entanto, que os católicos portugueses têm sido generosos para campanhas de emergência, mas que é necessário sensibilizá-los para um apoio mais sistemático a projectos de desenvolvimento sustentável.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Estudantes em vários países lusófonos
Eis uma excelente iniciativa. Que sirva de estímulo para outros. A língua portuguesa permite isto e muito mais.
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=23972
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=23972
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
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